Não nos enganemos
A verdadeira teologia é funcional, tem que ser. Se a teologia não estiver sustentada por uma prática vivencial que seja o resultado dela mesma, então não passa de uma grande treta.
É como quem diz: "live it or leave it!
Construir a casa sobre a Rocha. Pensamentos sobre o Cristianismo.
A verdadeira teologia é funcional, tem que ser. Se a teologia não estiver sustentada por uma prática vivencial que seja o resultado dela mesma, então não passa de uma grande treta.
O meu maior medo é que um dia eu me torne impermeável à acção do Espírito Santo, de tal forma que deixe de ouvir a sua voz. Se isso algum dia acontecer, serei o mais desgraçado de todos os homens...
Uma das coisas que mais me intriga em Deus é a sua vontade inabalável de procurar pessoas que se juntem a Ele e à sua agenda. E ainda mais me espanta o facto de Ele procurar pessoas anónimas, frágeis, vulneráveis e que muitas vezes representam o oposto daquilo que Ele próprio projecta como sendo a pessoa ideal. É, sem dúvida, um bom quebra cabeças. Certa vez, um bom amigo desabafou comigo dizendo: " Sou uma porcaria...", ao que lhe respondi, quase instintivamente: "Pois, mas és uma porcaria que Deus curte". Aqui residirá - com um pouco de humor - não a resposta em totalidade à questão, mas um bom ponto de partida. A escolha não recai em méritos pessoais de qualquer ordem, mas porque podemos ser recipientes do próprio Deus e veículos da sua mensagem. Somente! Ainda assim, não deixo de me espantar....

«Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo.»
É tempo da Igreja começar a ouvir Deus. É tempo de deixar que os profetas cheguem à frente e revelem o coração de Deus. É tempo de choro e arrependimento.
O último post foi tão bem sucedido que nem tinha vontade de voltar a escrever...É interessante notar que temos tanto para dizer e discutir e por vezes estes temas ficam por debaixo do pano. Mas enfim, não vou aqui responder a toda a gente que comentou sobre o tema, contudo, gostaria que alguns voltassem a ler o post com alguma atenção. Eu estou apenas a chamar àtenção para as nossas motivações e para questão da nossa realidade evangélica dentro da sociedade portuguesa. A questão pode ser argumentada de muitas formas. É óbvio que Deus pode agir de qualquer maneira, mesmo - e levando isto ao absurdo - com o tipo que se atira da Ponte 25 de Abril com uma faixa a dizer Jesus. Mas será que precisamos de uma Marcha por Jesus? Ou de uma Marcha por nós? Activismo ou Discipulado? Forma ou conteúdo?
Não se assustem meus caros leitores. Não se trata de uma neoblasfémia, é apenas uma pequena provocação intelectual. Tenho uma resistência natural ao conceito subjacente a eventos como a Marcha por Jesus ou o Dia do Evangélico. Creio que a comunidade evangélica passa a si mesma um atestado de minoridade ao se expôr ao ridículo de querer mostrar em 1000 metros de avenida e duas horas de exposição pública tudo o que o Cristianismo envolve. Se o objectivo é convencer alguém da validade das nossas propostas então façamo-lo pessoalmente com quem nos conhece, pois Cristo não é um conceito abstrato escrito num placar de papelão, Ele revela-se na sua Igreja espalhada por onde quer que haja gente disposta a espelhar a sua vontade.
Duas das premissas essenciais do Cristianismo assentam no facto de que Deus é transcendente e imanente. Ele habita uma esfera existencial completamente desconhecida e inacessível para o homem, mas, ao mesmo tempo, também está presente e activo no mundo que criou. Esta semana fui despertado para um versículo excelente que realça o segundo aspecto, talvez o mais difícil de ser interiorizado. Isaías 52: 6 diz: