Sexta-feira, Maio 26, 2006

A todos os pequenos grandes ditadores armados em líderes de Igreja

Como incapacitar pessoas*

Atribua-lhes funções em vez de as deixar funcionar.
Faça-as acreditar em si, em vez de você crer nelas.
Espere sujeição, não delegue autoridade.
Inclua-as no seu plano pessoal, em vez de implementar o plano de Deus com elas.
Use-as em vez de investir nelas.
Ame mais as tarefas do que as pessoas.
Tire o que elas têm, em vez de lhes dar o que você tem.
Pregue para elas, em vez de dialogar com elas.
Passe tempo em audiências com elas.
Fique com o poder na mão até sair de onde está.
Faça com que as pessoas o sirvam a si, em vez de as servir.
Aproveite-se da sua reputação em vez de elogiar as pessoas.
Deixe vincado quem é o mestre em vez de transferir esse papel.

*Wolfgang Simson

Segunda-feira, Maio 15, 2006

Aguenta...

Desde os tempos de criança, quando jogava aos berlindes ou fazia corridas de caricas, que me indigno com as injustiças. Havia sempre um esperto que dava um palmo agigantado, um que avançava a carica quando os outros estavam distraídos a preparar a próxima jogada. Este tipo de manobra levantava imediatamente um "quid pro quo" que se resolvia à boa maneira do bairro: à pancada.
Hoje, em adulto, contínuo a assistir à mesma "chico espertice" em alguns dos relacionamentos que mantenho. Há sempre alguém pronto a tirar de esforço. E isto contínua a irritar-me mas, como as pessoas civilizadas e adultas, geralmente, não resolvem as coisas à pancada, dou comigo a esgrimir argumentos para tentar fazer valer, o argumento, que creio, com as devidas avaliações, ser o correcto e que me dará o que é meu por direito . E isso custa-me, revolve-me o estomâgo, porque não sou pessoa de cobranças, nem de exigir aos outros o comportamento ético que eles deviam ter. No fundo, sou forçado a concluir que é só mais um dos efeitos de queda, ou como uma dessas pessoas me fazia "esclarecedoramente" ver, "errar é humano". Fico-me pela resignação!